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Quando a visão capta a luz vinda de uma flor, leva essa informação através de nervos ao cérebro e este a interpreta concluindo: é uma flor. Muito bem, essa função termina aí, uma flor é uma flor, não é bom nem ruim, é só uma flor. Porém o ego agora pode entrar em cena e dizer: Credo uma flor! ou Que lindo, uma flor! Isso é a expressão do gosto, não gosto, do quero, não quero, em última instância, do desejo. É um julgamento construído sobre padrões culturais e da história de vida desse ego, as crenças das quais falamos anteriormente, lembram? Pois é, se não estivermos conscientes desse movimento, passamos a interpretar as coisas como boas ou ruins, agradáveis ou desagradáveis e não mais veremos as coisas em si. Há uma ilusão de que escolhemos o que queremos, mas na verdade respondemos instintivamente ao estímulo. Tornar essa resposta não instintiva significa deixar a informação chegar até ao nível da alma, ou seja, não se identificar com os desejos e interpretações do ego e levar a informação como ela é, sem julgamentos, do nível mental ao nível do coração.
Há, no homem atual, o despertar de um nível de consciência mais abrangente e elevado. Como humanidade, estamos preparados não só para compreender que o observador influencia aquilo que é observado, mas para poder constatar quais são as mudanças. De onde queremos enxergar e interpretar o universo, é uma escolha nossa. Já temos todas as ferramentas necessárias para abrir o caminho para as informações chegarem até a alma e com isso ampliar nossa visão do Ser Humano, nosso único trabalho é permanecer atentos para sabermos de que nível estamos respondendo aos estímulos que nos chegam. Permanecer naquele silêncio de onde podemos ouvir a voz de nosso maestro interno nos guiando, o silêncio que nos permite desbloquear conscientemente o fluxo da vida e deixar que a vida nos leve ao paraíso de nós mesmos. Esse é o olho da alma.
A energia está disponível, faça um movimento de abertura e fique disponível a Ela.
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